Casa Izabel

Brasil. 2022. Drama. Cor. 85 min.


Sinopse
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Em uma isolada casa grande fundada por uma elite escravocrata, instala-se um retiro de crossdressers. Nela homens vestem-se de uma realidade glamorosa e delirante, distante dos anos de chumbo da ditadura militar no Brasil dos anos 70. As mentiras contadas nessa liberdade forjada começam a ruir quando inevitavelmente o establishment se infiltra na casa, rompendo a fronteira das maquiagens e de todos os artifícios de distração da fatalidade.

Nota da Direção

O filme é um convite ao universo crossdresser dos glamourosos anos 70, em uma atmosfera thriller que se dá por meio da opressão onipresente da ditadura brasileira da época. Em um retiro de interior chamado Casa Izabel – uma enorme casa grande, herança escravocrata do Brasil Colônia – homens vivem uma liberdade não permitida na época à custa de suas próprias vidas. O racismo estrutural, a violência patriarcal, a paranóia estatal e a emergência dos corpos não conformados se faz presente.

O mistério, presente da primeira à última sequência da obra, é permeado por abusos e crimes, externos e internos à Casa, de modo que adentramos em um ambiente que se apresenta ao mesmo tempo aprazível e perigoso. O thriller se desenvolve a partir de um único dia na vida destas personagens: da cliente novata que decidiu explorar sua própria expressão de gênero e que nos acompanha porta adentro da Casa Izabel, à empregada negra, sobrinha da governanta do lugar, que se empodera durante a narrativa e assume seu lado de não submissão ao final.

 Conhecemos estes homens que se vestem de mulheres, crossdressers, que trazem consigo o machismo, o racismo, o patriarcado, a hierarquia, e outros mecanismos da sociedade brasileira da época, marcada pela violência da ditadura. Militares que jamais permitiram sequer a discussão pública sobre gênero, em clima de afetos e amenidades, enquanto o Brasil pega fogo lá fora. Espiões, prisioneiros, militantes, guerrilheiros: a guerra civil que se alastra e que transforma a antiga Casa em barril de pólvora prestes a explodir.

Gil Baroni – Diretor

A Equipe Que Fez Tudo Acontecer

Elenco
Jorge Neto, Laura Haddad, Luís Melo, Andrei Moscheto, Sidy Correa, Zeca Cenovicz, Luiz Carlos Pazello, Otavio Linhares, Jeferson Ulbrich, Fábio Silvestre
Produção
Andréa Tomeleri, Laura Haddad
Co-produção
Fábio S. Thibes
Direção de Produção
Andréa Tomeleri, Nelson Settanni
Produção de Elenco
Laura Haddad
Produção Executiva
Andréa Tomeleri, Gil Baroni
Roteiro
Luiz Bertazzo
Direção
Gil Baroni
Assistência de Direção
Louise Fiedler
Direção de Fotografia
Renato Ogata
Direção de Arte
Laís Melo
Figurino
Igor Urban
Maquiagem e Cabelo
Anna Schoemberger
Montagem
Pedro Giongo
Som Direto
Lucas Maffini
Edição de Som
Carmen Agulham
Mixagem
Felipe Debiasio
Efeitos Visuais
Nyck Maftum, Thamires Trindade
Correção de Cor e Finalização
Lucas Kosinski
Produção de Locação
Bruno Costa
Still
Leticia Futata
Still de Arte
Giuliano Robert

Fotografia Still

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